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	<title>um peso, duas medidas</title>
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		<title>O martelo e os pregos</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Mar 2011 20:32:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Augusto Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Otimização do tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Racionalização do tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia e perda de tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Tempo gasto na Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Tempo gasto no celular]]></category>

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		<description><![CDATA[Fran Papaterra Já que Augusto concordou comigo que, na maioria das vezes, o Facebook carrega irrelevâncias, quero aproveitar este espaço para compartilhar um pensamento. Quando surgiu a internet e foram ficando claras as facilidades que ela traria, se falou um resultado para o fenômeno que, pouco tempo depois desapareceu da pauta: disponibilizar mais tempo aos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=1peso2medidas.wordpress.com&amp;blog=10999124&amp;post=167&amp;subd=1peso2medidas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em><a href="http://1peso2medidas.files.wordpress.com/2011/03/fanatico-por-celular.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-168" title="fanatico por celular" src="http://1peso2medidas.files.wordpress.com/2011/03/fanatico-por-celular.jpg?w=300&#038;h=300" alt="" width="300" height="300" /></a>Fran Papaterra</em></strong></p>
<p>Já que Augusto concordou comigo que, na maioria das vezes, o Facebook carrega irrelevâncias, quero aproveitar este espaço para compartilhar um pensamento. Quando surgiu a internet e foram ficando claras as facilidades que ela traria, se falou um resultado para o fenômeno que, pouco tempo depois desapareceu da pauta: disponibilizar mais tempo aos humanos para o lazer.</p>
<p>Não só quero resgatar esta profecia não realizada, como quero mostrar que aconteceu o contrário e, ainda, fazer um diagnóstico. Começo pelo contrário. E começo de um ponto de vista privilegiado pois, quando surgiu o primeiro Blackberry e vi um amigo (hoje ex-amigo porque perdi o contato totalmente talvez por conta do Blackberry) com um deles tomei uma decisão. Decidi e cumpro até hoje que não receberia e-mail exceto em um desktop. Decidi que comunicaria minha decisão a amigos, parentes, fornecedores e clientes de maneira a eles saberem que não contariam comigo plugado 100% do meu tempo. Este pessoal sabe também que desligo meu telefone celular após as 20 horas em dias de semana e o dia inteiro aos sábados, domingos e feriados. Continuo vivo, meu negócio continua bem e, creiam, sou bem feliz.</p>
<p><span id="more-167"></span>Escrevo sobre minha drástica decisão de anos atrás porque vejo pessoas com dedões viciados em Blackberry como narinas em cocaína. Instalou-se uma cultura de “o que eu estarei perdendo?” cuja conseqüência é perder o que está acontecendo. Por ter a compulsão de consultar o respectivo 3G, ou coisa que o valha, o cidadão não observa a cena linda e real que acontece em frente ao seu nariz. A televisão está com uma propaganda em que homens ironizam mulheres e mulheres ironizam homens ruins de internet. Só posso supor porque não tenho meios de constatar, mas me parece que homens bons de internet estão de tal forma aflitos por lerem seus e-mails que devem sofrer de ejaculação precoce. São bons de internet, mas ruins de cama!</p>
<p>Descrita a situação, vamos ao diagnóstico. O fato é que estamos em um mundo em que ouço gente dizer que adora tecnologia. E não são poucos os que assim afirmam! Basta um exemplo. Fui a uma festa nos tempos em que possuir um iPhone era diferencial e que só era possível os trazer do exterior. Quase perdi a festa, porque apareceu um sujeito recém chegado do exterior com um iPhone para mostrar. E dizia que podia consultar o Google Maps e eu perguntava para quê. E dizia que a imagem virava junto com o aparelho e eu perguntava para quê. E dizia que aumentava a imagem com um movimento de dedos e eu perguntava para quê. Não perdi a festa porque este pobre proprietário do iPhone disse que eu era um chato (o chato era eu?) querendo saber para que servia aquilo que ele me mostrava e foi procurar outro interlocutor. Achou outro cara que adora tecnologia e eles ficaram babando com a novidade.</p>
<p>Lembrei do cara que ganhou um martelo e ficou procurando pregos para martelar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>Augusto Pinto</em></strong></p>
<p>Pela segunda vez em poucas semanas eu consigo concordar com o Fran, embora discorde de totalmente de sua opinião (?). Concordo 100% com o Fran:</p>
<ul>
<li>Usuário de Blackberry, e assemelhados, são um pé no saco.</li>
<li>Também desligo meu celular religiosamente durante os finais de semana.</li>
<li>Apesar de ser um feliz proprietário de um iPhone e de um iPad, não fico excitado pela tecnologia <em>in natura</em>. Aliás, confesso que uso bem pouco meu iPad (que ganhei de presente de Natal de minha mulher), porque ainda acho o papel insubstituível para ler livros, jornais e revistas (tente levar um iPad para a praia&#8230;).</li>
<li>Acho, como o Fran, que a Internet e os gadgets tecnológicos tendem a tomar muito de nosso tempo e nos compelem a trabalhar 7 X 24.</li>
</ul>
<p>Mas, nossa concordância para por aí. Achar que a Internet e as novas tecnologias vieram para nos escravizar, é o mesmo que botar a culpa no martelo que amassou nosso dedo. A culpa é sempre de quem usa (mal) a tecnologia. Os carros hoje são responsáveis pela poluição ambiental, pelo buraco na camada de ozônio e pelas mortes em acidentes de trânsito. A culpa é do Henry Ford? Não, a culpa é de quem usa. Da mesma forma, os defensivos agrícolas estão envenenando a natureza e contaminando o homem. A culpa é da Dow Química? Não, é dos maus agricultores. Aviões são usados como instrumentos de guerra. A culpa é dos irmãos Wright (ou do Santos Dumont, sem polêmicas, please)? Não, a culpa é da índole violenta do ser humano. E por aí adiante.</p>
<p>Ou seja, desde que o mundo é mundo o homem se especializou em deturpar o uso das boas idéias que teve. A mesma pedra usada para criar a roda foi usada para criar o tacape e daí para frente todos conhecem a história. Usar mal determinados recursos toma nosso tempo. Isso vale não apenas para a Internet e o Blackberry, mas vale também para a TV, para o rádio, para o tempo que gastamos lendo maus livros, ou assistindo maus filmes. Será que gastar duas horas assistindo ao Rambo é melhor que gastar o mesmo tempo na Internet? Depende. Depende dos propósitos, como sempre.</p>
<p>Eu faço o treinamento de otimização do tempo em minha empresa. Permitam-me repetir aqui alguns chavões que eu utilizo em meus cursos. Gestão do tempo se baseia em coisas muito simples de se entender, mas difíceis de fazer. Otimizar o tempo é como emagrecer: só vai acontecer se e quando você realmente quiser! Para otimizar seu tempo é preciso gerenciar prioridades, de forma contínua. Comer menos e mudar prioridades é chato, porque a gente sai da zona de conforto. Ambos requerem força de vontade e disciplina férrea!</p>
<p>É exatamente por falta de disciplina que as pessoas se deixam enrolar pelo e-mail no celular, que elas passam muito mais tempo vivendo virtualmente na Internet, do que vivendo de verdade aqui do lado de fora. Da mesma forma que é mais fácil viver comendo salgadinhos e ser gordo, do que ter uma vida espartana e estar em forma, também é muito mais fácil impressionar e conquistar uma gatinha (?) na Internet, do que na vida real.</p>
<p>Isso quer dizer que desta vez a humanidade caiu definitivamente na armadilha tecnológica da Internet, smartphones e outros gadgets tecnológicos? Eu acho que não. Como minha sábia vovozinha dizia, “quem nunca comeu mel, quando come se lambuza”. Hoje estamos literalmente tomando um porre de tecnologia barata, ao alcance de todos, e nem sempre isso foi assim. Vai passar e nós vamos achar o equilíbrio entre o exagero e o bom senso, como já ocorreu antes com muitas outras ondas de modernidade.</p>
<p>Nosso tempo é sempre o mesmo: 24 horas ao dia. Como o gastamos, ou o desperdiçamos, é uma decisão pessoal, <strong><em>mas largamente influenciada pelo meio em que vivemos. </em></strong>Na verdade, as novas ondas tecnológicas roubam nosso tempo das mais antigas. Isso significa que a <a href="http://www.emarket.ppg.br/index.asp?InCdSecao=&amp;InCdEditoria=18&amp;InCdMateria=3409&amp;pagina=">Internet hoje rouba parte do tempo que gastávamos em frente à TV e no telefone?</a> Sim senhor, é exatamente isso que está acontecendo. É provável que mais adiante outras ondas, como por exemplo a realidade virtual (viver num mundo paralelo, através de nosso avatar), possam roubar tempo da Internet. Aí o Fran, já velhinho e esquecido, vai querer me provar que realidade virtual é uma merda. Mais uma vez vou concordar com ele, embora discordando totalmente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<br /> Tagged: <a href='http://1peso2medidas.wordpress.com/tag/otimizacao-do-tempo/'>Otimização do tempo</a>, <a href='http://1peso2medidas.wordpress.com/tag/racionalizacao-do-tempo/'>Racionalização do tempo</a>, <a href='http://1peso2medidas.wordpress.com/tag/tecnologia-e-perda-de-tempo/'>Tecnologia e perda de tempo</a>, <a href='http://1peso2medidas.wordpress.com/tag/tempo-gasto-na-internet/'>Tempo gasto na Internet</a>, <a href='http://1peso2medidas.wordpress.com/tag/tempo-gasto-no-celular/'>Tempo gasto no celular</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/1peso2medidas.wordpress.com/167/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/1peso2medidas.wordpress.com/167/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/1peso2medidas.wordpress.com/167/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/1peso2medidas.wordpress.com/167/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/1peso2medidas.wordpress.com/167/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/1peso2medidas.wordpress.com/167/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/1peso2medidas.wordpress.com/167/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/1peso2medidas.wordpress.com/167/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/1peso2medidas.wordpress.com/167/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/1peso2medidas.wordpress.com/167/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/1peso2medidas.wordpress.com/167/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/1peso2medidas.wordpress.com/167/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/1peso2medidas.wordpress.com/167/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/1peso2medidas.wordpress.com/167/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=1peso2medidas.wordpress.com&amp;blog=10999124&amp;post=167&amp;subd=1peso2medidas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Catch as catch can</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Feb 2011 21:35:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Augusto Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[usos corporativos do Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[utilidade das redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Utilidade do Facebook]]></category>

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		<description><![CDATA[Fran Papaterra Para vocês verem como a comunicação instantânea é superficial, quase não merece o nome de comunicação, esclareço que iniciei este debate afirmando que tenho dificuldade de frequentar o Facebook e acabei sendo visto como um inimigo da internet. Inicio este texto afirmando que vivi, sei lá, 45 anos sem internet e adorei a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=1peso2medidas.wordpress.com&amp;blog=10999124&amp;post=164&amp;subd=1peso2medidas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Fran Papaterra</em></strong></p>
<p>Para vocês verem como a comunicação instantânea é superficial, quase não merece o nome de comunicação, esclareço que iniciei este debate afirmando que tenho dificuldade de frequentar o Facebook e acabei sendo visto como um inimigo da internet.</p>
<p>Inicio este texto afirmando que vivi, sei lá, 45 anos sem internet e adorei a novidade. Não sou daquelas pessoas que se autodefinem como “quem tem dificuldades com botões”.</p>
<p>Escrevi “autodefinem” junto porque pesquisei no dicionário on line as regras de hifenação que, de tanto mudarem, não sei mais. Estou escrevendo em um blog. A substituição da carta pelo email é uma maravilha.</p>
<p>Vivi anos em escritório com “Comunicados Internos”, para quem não viveu, um pedaço de papel com o logo da empresa no topo e em seguida um “de:” onde você punha seu nome e abaixo um “para:” onde você punha o nome do destinatário. Mais abaixo havia pré-escrito (aqui cabe hífen) “c.c:” onde você escrevia o nome de quem queria que também lesse.</p>
<p>Este documento era colocado na caixa de saída de sua mesa, que era literalmente uma caixa de madeira que se prendia à sua caixa de entrada por duas hastes que permitiam que elas ficassem uma sobre a outra com uma diferença de alguns centímetros de altura e outros centímetros de defasagem horizontal. Isto permitia a entrada e saída de papéis em ambas. Um office boy interno (isto mesmo: um Office boy interno) passava regularmente pelas mesas e recolhia os Comunicados Internos. Se havia nomes após o “c.c:”, ele ia à copiadora e copiava os papéis na quantidade exigida. Seu memorando era enviado para uma Central de Distribuição (sim existia uma Central de Distribuição de memorandos internos) e classificados, na mão, por ordem de “para” e de “c.c”.  Sabe-se lá quando depois o office boy recolhia os Comunicados Internos já classificados por destinatário e ia colocando os respectivos nas respectivas caixas de entrada. Dois ou três dias para este processo todo era considerado excelente. Como reclamar do email?</p>
<p>E o email com anexo? Eu faço canções, mas não sei tocar bem o suficiente nenhum instrumento. Gravo voz e violão em um MP3, escrevo um email dizendo como imagino o arranjo e envio, o email e o arquivo de MP3 em anexo, a um grande músico meu amigo. Ele faz o arranjo, envia para outros músicos do mesmo jeito e alguns dias depois eu recebo minha canção toda gravada pela internet. No fim de semana vou a um estúdio gravo a voz e vou tomar uma cerveja com meu amigo músico. Este processo demoraria meses sem a internet. Acho que nem aconteceria.</p>
<p>OK? Nada contra a internet, pelo contrário, muito a favor. Agora, o Facebook me parece pura perda de tempo. Deve haver exceções, mas por favor, não justifiquemos a perda de tempo com o Facebook com exceções. Se a internet nos deu tempo para enviar emails em segundos ao invés de dias com o Comunicado Interno, nos permitiu gravar canções remotamente e super rápido, aproveitemos o tempo para tomar uma cerveja com o amigo músico e não para postar coisas como a que recebi hoje e só abri para ter elementos para este post: uma luta de catch as cath can acho que na Argentina na qual um lutador gordo dá uma voadora em um anãozinho vestido de macaco.</p>
<p>Não é de se estranhar que risada na Facebook seja rs ou he he he. Isto não é risada!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Augusto Pinto</em></strong></p>
<p>O propósito (um deles) deste blog é mostrar que toda opinião merece ser respeitada e que todo fato na maioria das vezes tem, no mínimo, duas interpretações  diferentes. Daí a pegada polêmica que eu e o Fran procuramos dar em nossos posts&#8230; a ideia é essa mesma.</p>
<p>Mas, agora que o Fran explicou mais detalhadamente o que pensa acerca da Internet e das Redes Sociais, ele “me puxou o tapete” da polêmica. Ou seja, considerados os considerandos do Fran, eu concordo com ele. Também acho o Facebook irrelevante, particularmente pela maneira como a maioria de nós o utiliza: para divulgar <em>non sense</em> entre seus amigos, para pedir ajuda no Farmville, para distribuir fotinhos interessantes (para que envia), exprimir pensamentos e opiniões, etc.</p>
<p>Vale recordar como e para quê o Facebook nasceu: para aproximar os calouros universitários de seus colegas mais seniores (principalmente das meninas), ou seja uma rede de relacionamento fechada. O Facebook nasceu assim, irrelevante, e continua assim, na maioria das vezes.</p>
<p>Porém, sempre é possível tornar úteis até mesmo as coisas mais improváveis. Por exemplo, os penicos abaixo forma utilizados de uma forma criativa e talvez até cheirosa (não conheço as flores plantadas neles).</p>
<p><a href="http://1peso2medidas.files.wordpress.com/2011/02/penico_17.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-165" title="penico_(17)" src="http://1peso2medidas.files.wordpress.com/2011/02/penico_17.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Eu mesmo, consegui utilizar o Facebook para turbinar meu outro blog (<a href="http://augustocvp.wordpress.com/">Chega Mais</a>). Através da divulgação no Facebook (o nome técnico desta ação é <em><a href="http://www.imediaconnection.com/content/20363.asphttp://www.imediaconnection.com/content/20363.asp">seeding</a></em>) eu levei a audiência de meu blog de nada para algo acima de 500 views/dia (665 anteontem). Nesse sentido, para mim o Facebook foi útil.</p>
<p>No mundo corporativo, o Facebook tem sido utilizado com sucesso de muitas maneiras. Olhe esse post que sugere <a href="http://gigaom.com/collaboration/32-ways-to-use-facebook-for-business/">32 usos corporativos</a> possíveis. Por exemplo:</p>
<ul>
<li>Crie uma <a href="http://mashable.com/2009/06/16/killer-facebook-fan-pages/">Fan Page</a> para divulgar sua empresa ou produto.</li>
<li>Use o <a href="http://apps.facebook.com/marketplace/">FB como marketplace</a>.</li>
<li>Junte-se a uma rede de interesses profissionais (<a href="//www.facebook.com/ERAUAlumni">Facebook <em>alumni groups</em></a>). h</li>
<li>Descubra experts.</li>
<li>Use os updates para chamar a atenção sobre coisas interessantes para o público: artigos no seu blog, ou outro qualquer, vídeos no YouTube, apresentações no SlideShare, etc.</li>
<li>Se acostume a fazer business updates (cuidado apenas com o “jabá”, procurando sempre pensar na relevância para o público).</li>
<li>Etc.</li>
</ul>
<p>Convencidos? E aí, Fran, vai encarar?</p>
<p>&nbsp;</p>
<br /> Tagged: <a href='http://1peso2medidas.wordpress.com/tag/usos-corporativos-do-facebook/'>usos corporativos do Facebook</a>, <a href='http://1peso2medidas.wordpress.com/tag/utilidade-das-redes-sociais/'>utilidade das redes sociais</a>, <a href='http://1peso2medidas.wordpress.com/tag/utilidade-do-facebook/'>Utilidade do Facebook</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/1peso2medidas.wordpress.com/164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/1peso2medidas.wordpress.com/164/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/1peso2medidas.wordpress.com/164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/1peso2medidas.wordpress.com/164/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/1peso2medidas.wordpress.com/164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/1peso2medidas.wordpress.com/164/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/1peso2medidas.wordpress.com/164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/1peso2medidas.wordpress.com/164/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/1peso2medidas.wordpress.com/164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/1peso2medidas.wordpress.com/164/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/1peso2medidas.wordpress.com/164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/1peso2medidas.wordpress.com/164/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/1peso2medidas.wordpress.com/164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/1peso2medidas.wordpress.com/164/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=1peso2medidas.wordpress.com&amp;blog=10999124&amp;post=164&amp;subd=1peso2medidas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">penico_(17)</media:title>
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		<item>
		<title>Quer ser meu amigo?</title>
		<link>http://1peso2medidas.wordpress.com/2011/02/03/quer-ser-meu-amigo/</link>
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		<pubDate>Thu, 03 Feb 2011 17:53:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Augusto Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Fran Papaterra O objetivo deste texto é provocar o Augusto que tem diversos motivos para me contrariar. Com isso, quem nos lê realmente perceberá “um peso e duas medidas”. O tema está relacionado ao fato de que eu não consigo frequentar o Facebook. Nem sequer sei que verbo utilizar para tal prática. Frequenta-se, participa-se, usa-se [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=1peso2medidas.wordpress.com&amp;blog=10999124&amp;post=157&amp;subd=1peso2medidas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Fran Papaterra</em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p>O objetivo deste texto é provocar o Augusto que tem diversos motivos para me contrariar. Com isso, quem nos lê realmente perceberá “um peso e duas medidas”. O tema está relacionado ao fato de que eu não consigo frequentar o Facebook. Nem sequer sei que verbo utilizar para tal prática. Frequenta-se, participa-se, usa-se o Facebook? É verdade que meu batismo na ferramenta foi traumático.</p>
<p>Cadastrei-me e surgiram, fruto de características do meu perfil, velhos amigos. Um deles foi meu colega de classe e meu companheiro em um mortal ataque de futebol de campo, na época que eu possuía joelhos para tal. Escrevi para o sujeito. Para tornar curta uma longa história, encontramo-nos. Bacana, não é? Pois, a sujeito não tem mais nada a ver com meu meia direita predileto, ficou chato, rabugento,  votou no Tiririca, etc.. Minha reflexão é que amizades vêem e vão. As que vêem, bem vindas sejam. As que vão, deixa ir. Há um motivo para elas irem e não será o Facebook que vai resgatá-las.</p>
<p>Até porque, e este é o segundo motivo para o debate do Augusto e eu, a parcela da pessoa que se revela no Facebook é muito pequena. Postam-se fotos felizes, vídeos engraçados, frases inteligentes. Enfim, revelam-se as pingas que o amigo toma e omitem-se os tombos que ele leva.</p>
<p>Para completar, me irrito quando meu email informa que Fulano quer ser meu amigo. Há duas possibilidades: ou ele já é meu amigo e é estranho ele querer ser de novo (sim estou brincando com a língua portuguesa) ou ( e aí já não estou brincando) nem sequer conheço o cidadão. Fica parecido com recreio de criancinhas na escola. Uma se aproxima da outra e sapeca a pergunta: quer ser minha amiga? Sério: amizade cultiva-se, é um processo. Apenas na pré escola se convidam pessoas para serem amigas.</p>
<p>A consequência é que conheço gente que passa o dia pendurado no Facebook e, como a tecnologia trouxe um monte de novidades, mas não adicionou um único segundo na duração do dia, somem do mapa. Acabam perdendo os verdadeiros amigos, aqueles que olham no olho, abraçam, dão gargalhadas, emocionam-se.</p>
<p><strong><em>Augusto Pinto</em></strong></p>
<p>Nessa o Fran vai quebrar a cara, porque na verdade eu não discordo tanto dele assim. Talvez, quando ele menciona sua participação em um “mortal ataque de futebol”, eu acrescentaria que ele provavelmente jogava com um 38 pendurado na cintura (daí a expressão mortal).</p>
<p>Quanto ao Facebook, e as redes sociais em geral, eu concordo muito com o Fran. Twitter e Facebook são tentativas canhestras (embora infelizmente muito bem sucedidas) de substituir os gostosos bate-papos por telefone e os happy hours na padaria da esquina. Alem de lamentável é frustrante. <strong><em>Deixamos de conviver com amigos reais no mundo físico, para conviver com amigos fictícios no mundo virtual</em></strong>.</p>
<p>Por outro lado, e isso o Fran não menciona, o Facebook, o LinkedIn, o Twitter, o Flickr e o YouTube, só para citar alguns, nos permitem oferecer conteúdos digitais para os amigos, que não conseguiríamos por telefone, ou mesmo ao vivo numa mesa de bar. Nesse exato instante você leu algo muito legal, viu ou assistiu algo incrível. No mundo real, se você se lembrasse, mencionaria isso para seus amigos do mundo físico, mas eles se esqueceriam da menção e dificilmente teriam a oportunidade de desfrutar daquela coisa bacana que você teria vivenciado sozinho. Na rede social (e lembrem-se, este blog faz parte dela) você simplesmente compartilha com seus “amigos” no ato. Exemplo, ao vivo e a cores, ontem eu compartilhei um conteúdo sensacional com meus amigos do Facebook. Trata-se de uma animação mostrando uma declaração de amor <em>high tech</em>. Confiram e veja se não é legal poder compartilhar na hora com os amigos.</p>
<span class='embed-youtube' style='text-align:center; display:block;'><object width='640' height='390'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/VzFpg271sm8?version=3&rel=1&fs=1&showsearch=0&showinfo=1&iv_load_policy=1' /> <param name='allowfullscreen' value='true' /> <param name='wmode' value='opaque' /> <embed src='http://www.youtube.com/v/VzFpg271sm8?version=3&rel=1&fs=1&showsearch=0&showinfo=1&iv_load_policy=1' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='640' height='390' wmode='opaque'></embed> </object></span>
<p>Além disso, Facebook, Twitter, LinkedIn e outras redes sociais nos ajudam também nos relacionamentos profissionais. Através das redes sociais podemos oferecer vagas em nossa empresa e obter currículos de pessoas ultra qualificadas em tempo recorde, podemos fazer relacionamento e atendimento de clientes (SAC no Twitter é uma hype), podemos promover nossa marcas e nossos produtos, podemos debater tendências, participar em grupos e forums de discussão, enfim, compartilhar, colaborar e interagir diretamente, e em tempo real, com clientes, <em>prospects, </em>parceiros e fornecedores. É bacana, ou não é?</p>
<p>E aí, Fran, vai encarar?</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/1peso2medidas.wordpress.com/157/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/1peso2medidas.wordpress.com/157/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/1peso2medidas.wordpress.com/157/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/1peso2medidas.wordpress.com/157/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/1peso2medidas.wordpress.com/157/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/1peso2medidas.wordpress.com/157/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/1peso2medidas.wordpress.com/157/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/1peso2medidas.wordpress.com/157/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/1peso2medidas.wordpress.com/157/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/1peso2medidas.wordpress.com/157/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/1peso2medidas.wordpress.com/157/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/1peso2medidas.wordpress.com/157/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/1peso2medidas.wordpress.com/157/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/1peso2medidas.wordpress.com/157/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=1peso2medidas.wordpress.com&amp;blog=10999124&amp;post=157&amp;subd=1peso2medidas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Augusto Pinto</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Inveja, a mãe de todos os pecados</title>
		<link>http://1peso2medidas.wordpress.com/2010/12/20/inveja-a-mae-de-todos-os-pecados/</link>
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		<pubDate>Mon, 20 Dec 2010 15:56:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Augusto Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Fraquezas]]></category>
		<category><![CDATA[Inveja]]></category>
		<category><![CDATA[Os 7 Pecados Capitais]]></category>

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		<description><![CDATA[Augusto Pinto Recentemente li uma fábula, supostamente Indiana, de autor desconhecido. Vou repetí-la para vocês, pois é muito instrutiva. “Numa noite de lua, lá ia o vagalume, voando e iluminando seu caminho. Mais abaixo uma serpente o seguia, incansável. De repente, o vagalume notou a perseguição obstinada, mas continuou seu vôo, certo que cedo ou [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=1peso2medidas.wordpress.com&amp;blog=10999124&amp;post=154&amp;subd=1peso2medidas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em><a href="http://1peso2medidas.files.wordpress.com/2010/12/tiazinha5.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-155" title="REC, EM 19/12/2000 - Tiazinha FOTO: TV PRESS" src="http://1peso2medidas.files.wordpress.com/2010/12/tiazinha5.jpg?w=184&#038;h=280" alt="" width="184" height="280" /></a>Augusto Pinto</em></strong></p>
<p>Recentemente li uma fábula, supostamente Indiana, de autor desconhecido. Vou repetí-la para vocês, pois é muito instrutiva.</p>
<p>“Numa noite de lua, lá ia o vagalume, voando e iluminando seu caminho. Mais abaixo uma serpente o seguia, incansável. De repente, o vagalume notou a perseguição obstinada, mas continuou seu vôo, certo que cedo ou tarde a serpente desistiria. Ledo engano. As horas se passavam e metodicamente a serpente se arrastava abaixo do vôo do vagalume. Aos poucos as asinhas de nosso amigo começaram a pesar e o mêdo tomou conta de seu coraçãozinho: a serpente é mais forte que eu e vai acabar me devorando, pensou o bichinho. Mesmo assim, continuou voando, até o limite de suas forças. Quando não podia voar nem mais um metro, pousou ao lado da serpente e fez um pedido, humildemente:</p>
<p>- Dona serpente, já que é certo que serei devorado, pelo menos me dê uma satisfação, me explique o porquê de sua obssessão. Por acaso os vagalumes pertencem à cadeia alimentar das serpentes?</p>
<p>- Não, respondeu a cobra.</p>
<p>- Então será que você me odeia, por alguma razão.?</p>
<p>- Também não, respondeu a cobra.</p>
<p>- Você então está faminta?</p>
<p>- De jeito nenhum.</p>
<p>- Mas, então porquê você quer me devorar???”</p>
<p><strong>- Porquê você brilha! </strong></p>
<p>Por isso, amigo injustiçado (e quem não é?), cuidado com seu brilho. Faça sempre o melhor que possa, o tempo todo, mas tente não aparecer muito, pois a inveja literalmente mata.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Fran Papaterra</em></strong></p>
<p>Aproveito a deixa do Augusto para comentar o significado que brilho adquiriu recentemente. Pensemos nas assim chamadas celebridades. Muitas pessoas são célebres porque são célebres. Há um tipo de gente que gosta de sair na revista Caras. Não tenho nenhuma fonte segura, mas parece que há, em Caras, muito publi-editorial, entendido este termo composto como a matéria com cara de editorial, mas que é paga, o que a caracteriza como publicidade.</p>
<p>Quando a revista foi lançada eu, que gostaria de ter uma revista com o nome Cérebros, supus um fracasso comercial. Como o vagalume da parábola do Augusto: ledo engano. Não só Caras é um sucesso como muitas outras revistas parecidas foram lançadas e continuam por aí.</p>
<p>Interessante a onipresença de Caras em salões de cabeleireiros. Nos templos da futilidade, da aparência acima de tudo a “literatura” (não deixa de ser, no sentido, perdão, literal da palavra) que impera é Caras.</p>
<p>Eu que ando muito a pé e corro pelas ruas, quase que diariamente, peguei a mania de ler as capas de Caras nas bancas de revista. Sou informado de que acabou o casamento de duas pessoas sobre as quais nunca ouvi falar, com quem Hebe Camargo jantou e onde Adriane Galisteu passou as férias.</p>
<p>Sobre as férias, tenho uma história ótima. Fui , acho que, a Portillo esquiar uns anos atrás. De repente, em uma colina, bem no alto, havia um aparato cinematográfico: câmaras, luzes, equipes, fios e &#8230;. a Tiazinha, naquela época uma celebridade e hoje, sem a necessidade de nenhuma serpente a devorá-la, sem o antigo brilho e limada da pauta da gloriosa Caras. Mas, na época Tiazinha causava inveja a várias serpentes. Porém Tiazinha não sabia, ou não queria esquiar. As tomadas de cinema não eram para cinema, eram para fotografia. Nossa mascarada (lembram-se? Ela usava máscara tipo Zorro.) estava sendo fotografada para Caras. Fazia posição de quem ia descer a pista e clique nela. Fazia trejeitos de quem estava descendo a pista e fotografada era. E assim foi até que me desinteressei. Esqueci o assunto e um dia, retido por um sinal vermelho em algum ponto de Pinheiros, li na capa de Caras: Tiazinha esquia em Portillo.</p>
<p>Esquiar, não esquiou: sou testemunha. Mas, lembro que, no fim da tarde, li no hotel de Portillo que haveria aula de yoga e para a aula de yoga lá fui eu. Quem estava na sala? Quem respondeu Tiazinha, acertou. Lá estava ela, sem máscara, com um colant (é assim que se escreve?) a fazer jus ao nome de tão colado ao corpo que estava, mas, isto não era nada. Tiazinha não esquiava, mas, meu caro leitor, Tiazinha era ótima (não só) de yoga. As posições que ela sabia (e ainda deve saber, pois deixar de ser celebridade não apaga alguns dons) eram de fazer babar qualquer serpente&#8230;.</p>
<br /> Tagged: <a href='http://1peso2medidas.wordpress.com/tag/comportamento/'>Comportamento</a>, <a href='http://1peso2medidas.wordpress.com/tag/fraquezas/'>Fraquezas</a>, <a href='http://1peso2medidas.wordpress.com/tag/inveja/'>Inveja</a>, <a href='http://1peso2medidas.wordpress.com/tag/os-7-pecados-capitais/'>Os 7 Pecados Capitais</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/1peso2medidas.wordpress.com/154/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/1peso2medidas.wordpress.com/154/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/1peso2medidas.wordpress.com/154/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/1peso2medidas.wordpress.com/154/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/1peso2medidas.wordpress.com/154/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/1peso2medidas.wordpress.com/154/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/1peso2medidas.wordpress.com/154/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/1peso2medidas.wordpress.com/154/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/1peso2medidas.wordpress.com/154/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/1peso2medidas.wordpress.com/154/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/1peso2medidas.wordpress.com/154/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/1peso2medidas.wordpress.com/154/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/1peso2medidas.wordpress.com/154/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/1peso2medidas.wordpress.com/154/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=1peso2medidas.wordpress.com&amp;blog=10999124&amp;post=154&amp;subd=1peso2medidas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Augusto Pinto</media:title>
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		<title>A bola não é o jogo</title>
		<link>http://1peso2medidas.wordpress.com/2010/11/24/a-bola-nao-e-o-jogo/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Nov 2010 18:19:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Augusto Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Apresentações de negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Apresentações Eficazes]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvendo boas apresentações]]></category>
		<category><![CDATA[PowerPoint]]></category>
		<category><![CDATA[Técnicas de apresentação]]></category>

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		<description><![CDATA[Fran Papaterra A Jabulani saiu mais famosa da última copa do mundo do que muitos craques do time campeão. Nem por isso o público confundiu a bola com o jogo, embora muitos técnicos, inclusive nosso Dunga, culpassem a Jabulani (levinha e imprevisível) pelo má técnica de alguns de seus jogadores. No entanto, em se tratando [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=1peso2medidas.wordpress.com&amp;blog=10999124&amp;post=149&amp;subd=1peso2medidas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em><a href="http://1peso2medidas.files.wordpress.com/2010/11/jabulani.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-150" title="jabulani" src="http://1peso2medidas.files.wordpress.com/2010/11/jabulani.jpg?w=300&#038;h=182" alt="" width="300" height="182" /></a>Fran Papaterra</em></strong></p>
<p>A Jabulani saiu mais famosa da última copa do mundo do que muitos craques do time campeão. Nem por isso o público confundiu a bola com o jogo, embora muitos técnicos, inclusive nosso Dunga, culpassem a Jabulani (levinha e imprevisível) pelo má técnica de alguns de seus jogadores.</p>
<p>No entanto, em se tratando de comunicação corporativa, é muito comum entender-se por “apresentação” o que deveria ser entendido apenas como “o arquivo de PowerPoint”. Muita gente diz “a apresentação está pronta” quando o que deveria dizer seria “o arquivo de PowerPoint a ser utilizado na apresentação está pronto”. Esta sutileza permitiu o surgimento de agências que apenas embelezam slides de PowerPoint, mas que “vendem apresentações de negócios”.</p>
<p><span id="more-149"></span>Assim, quando se aprecia um trabalho encomendado para este tipo de agência, é errado se dizer que “a apresentação ficou ótima”, mesmo quando o público não entendeu nada. O certo seria dizer “os slides estavam lindos”. Evidente que o que interessa é que o publico capte a mensagem, mesmo que não goste dos slides.</p>
<p>A consequência de tal confusão é que o protagonista da apresentação, que deveria ser o apresentador, acaba sendo o ppt. Acontece que apresentar-se em público requer coragem e preparo. Na falta dos dois, joga-se o protagonismo para quem deveria ser coadjuvante: os ppt’s. Sobre este assunto, veja que coisa interessante me aconteceu na semana passada.</p>
<p>Uma grande empresa realiza um evento interno trimestral no qual a diretoria se comunica com seus mais de mil colaboradores. A reclamação do público é sempre a mesma: as apresentações são chatas. Por diversas circunstâncias, desta vez, ao invés de melhorar o ppt, foi decidido melhorar os apresentadores. Foi contratado um treinamento de oratória, que na verdade era mais que oratória, era preparo para se apresentar em público e não envolvia só a voz, mas também o corpo (gestos) e, principalmente, como se sentir seguro em apresentações.</p>
<p>O profissional contratado para o treinamento assistiu ao vídeo do evento anterior e chegou à conclusão que, com aqueles arquivos de PowerPoint, o treinamento seria inútil. Seria algo como tirar água de pedra. O ppt travava o apresentador.</p>
<p>Por isto, ele me chamou para uma oficina de duas horas para propor outra abordagem para o ppt. Por haverem entendido que o protagonista deve ser o apresentador, os diretores também entenderam que o ppt é fim do processo e foi aí que a ordem dos fatores, diferente de quando se trata de multiplicação aritmética, alterou o produto.</p>
<p>O resultado do novo produto foi que, devidamente preparados para se apresentar em público, os diretores estavam disponíveis para jogar fora os ppt’s que foram produzidos, repletos de números, sem sequência lógica e sem nenhum ponto interessante para o público. No lugar do que foi jogado fora entrou uma história contada pelos diretores. A história era uma analogia com a banda que foi contratada para abrir o evento.</p>
<p>Quase todo evento tem uma atração. Trata-se de uma forma de tornar a coisa menos chata. É mais ou menos assim: “a diretoria da empresa convida seus colaboradores para participar de um encontro no qual tocará a banda tal. Venha, porque vai ser bom. Em seguida você será obrigado a ouvir umas apresentações chatas da diretoria, mas a atração é legal”.</p>
<p>Invertemos a lógica. Já que a atração é legal, propusemos estender a experiência do público e aproveitar o clima. Por exemplo, havia a necessidade de dizer que é importante que cada um dos presentes exerça bem sua tarefa, mas tão importante quanto conhecer seu trabalho é ouvir as outras áreas da diretoria e prestar bons serviços internos. Como a atração era uma banda, dissemos que o músico conhece bem seu instrumento, estuda técnica e teoria e também escuta o que os outros músicos da banda tocam. Só assim o som chega harmônico aos ouvidos do público. Para ajudar a ilustrar a palestra e para que o apresentador tivesse um guia, foi feito um arquivo de PowerPoint, invertendo a ordem dos fatores.</p>
<p>No fim do evento, os diretores vieram me perguntar como eles se saíram. Pergunta pertinente, pois os protagonistas eram eles. Ah! E elogiaram o ppt que havíamos produzido porque ele foi um bom coadjuvante. Tanto assim que dos cento e tantos slides gerados no processo anterior não aproveitamos nenhum e geramos trinta outros, sem texto e sem números, como apoio da analogia com a música. Sem texto porque o apresentador sabe falar e sem números porque números são chatos nestes eventos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Augusto Pinto</em></strong></p>
<p>Por falar em futebol, gostaria de lembrar que a chamada<a href="http://http://www.mundoeducacao.com.br/quimica/evolucao-bola-futebol.htm"> “bola de capotão no. 5”, usada na primeira Copa do Mundo que o Brasil ganhou (1958)</a>, e onde o Pelé encantou a todos, era feita de um couro grosseiro, que em dias chuvosos se encharcava e ficava bem mais pesada, o que dificultava a precisão dos chutes.</p>
<p>Eu não sou um doutor nem em apresentações, nem em ppt’s, ao contrario do Fran, mas posso dizer que vi grandes apresentadores em ação. Me lembro de dois deles, ambos espetaculares, mas com estilos e estratégias bem diferentes.</p>
<p>O primeiro deles foi um VP de vendas da IBM, que segurava uma hora de <em>kick off</em> de vendas, para toda a empresa, “no gogó”, usando apenas uma transparência e uma canetinha (de uma só cor).  Nessa época a Microsoft ainda não tinha inventado o ppt, mas os apresentadores já eram viciados em retro-projeção, com dezenas de transparências tão chatas quanto os atuais ppt’s.</p>
<p>Esse executivo da IBM subia ao palco com três ou quatro assuntos para comunicar e motivar o público. Então, ele escrevia no slide, um <em>bullet</em> por vez:</p>
<ul>
<li>Resultados do ano 1980</li>
<li>Metas para 1981</li>
<li>Estratégias</li>
<li>Sua responsabilidade</li>
</ul>
<p>Em cada um desses <em>bullets </em>ele gastava uns 15 minutos, contava piadas, ilustrava, de vez em quando consultando anotações feitas num antigo 80 colunas, e o tempo todo encantava a platéia, tornando-a cúmplice de seus objetivos. Podemos dizer que esse cara era um comunicador nato? Nem tanto. Fora do palco ele tinha fama de irascível e malcriado, mas quando atuando diante de uma grande platéia ele era um profissional extremamente bem preparado. Ele selecionava cada fato a ser comentado, cada ilustração, cada ênfase, era perceptível o trabalho de coleta de dados, timing bem planejado e ensaio do roteiro. Como na maioria das vezes, o resultado era 90% de transpiração e 10% de inspiração.</p>
<p>Minha segunda referencia de grande apresentador é O Walter Longo, que ao contrário do executivo da IBM, dá grande importância ao material de apoio, geralmente ppt’s, reforçados por outras mídias (principalmente vídeos e telas de páginas da internet). O Walter é um <em>showman</em>. Eu assisti duas vezes a uma mesma apresentação sua (mesmos ppt’s, com o perdão do Fran), no mesmo ano. Nas duas, um ponto em comum: ele apresentava os slides de costas para a projeção (que ele já conhecia de cor) e olhando todo o tempo para seu público (como deveria ser sempre). Em cada uma das duas oportunidades ele usou o mesmo set de slides para contar histórias bem diferentes. Ou seja, os slides podem ter envelhecido, mas suas histórias estavam atualizadíssimas.</p>
<p>Nos dois exemplos um ponto em comum. Uma boa apresentação depende preponderantemente de:</p>
<ul>
<li>Um apresentador bem preparado.</li>
<li>Fatos interessantes, atualizados e bem ilustrados, independentemente dos ppt’s.</li>
<li>Preocupação constante do apresentador com sua platéia.</li>
</ul>
<p>Ou seja, temos aí duas histórias iguais, embora os estilos fossem totalmente diferentes e que entre uma e outra tenham se passado mais de 25 anos. Resumindo, o Fran tem razão: o Pelé é mais importante que a bola de capotão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<br /> Tagged: <a href='http://1peso2medidas.wordpress.com/tag/apresentacoes-de-negocios/'>Apresentações de negócios</a>, <a href='http://1peso2medidas.wordpress.com/tag/apresentacoes-eficazes/'>Apresentações Eficazes</a>, <a href='http://1peso2medidas.wordpress.com/tag/desenvolvendo-boas-apresentacoes/'>Desenvolvendo boas apresentações</a>, <a href='http://1peso2medidas.wordpress.com/tag/powerpoint/'>PowerPoint</a>, <a href='http://1peso2medidas.wordpress.com/tag/tecnicas-de-apresentacao/'>Técnicas de apresentação</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/1peso2medidas.wordpress.com/149/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/1peso2medidas.wordpress.com/149/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/1peso2medidas.wordpress.com/149/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/1peso2medidas.wordpress.com/149/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/1peso2medidas.wordpress.com/149/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/1peso2medidas.wordpress.com/149/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/1peso2medidas.wordpress.com/149/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/1peso2medidas.wordpress.com/149/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/1peso2medidas.wordpress.com/149/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/1peso2medidas.wordpress.com/149/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/1peso2medidas.wordpress.com/149/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/1peso2medidas.wordpress.com/149/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/1peso2medidas.wordpress.com/149/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/1peso2medidas.wordpress.com/149/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=1peso2medidas.wordpress.com&amp;blog=10999124&amp;post=149&amp;subd=1peso2medidas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">jabulani</media:title>
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	</item>
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		<title>Samba do Crioulo Doido</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Nov 2010 20:17:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Augusto Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação empresarial]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação interpessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[Fran Papaterra Sérgio Porto talvez não seja conhecido dos mais novos, mesmo se eu revelar o pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta. Este cronista escreveu o Samba do Crioulo Doido, supondo um ignorante escrevendo um samba enredo sobre a história do Brasil. A letra da música é uma bagunça e, mesmo quem não ouviu falar do [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=1peso2medidas.wordpress.com&amp;blog=10999124&amp;post=147&amp;subd=1peso2medidas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Fran Papaterra</em></strong></p>
<p>Sérgio Porto talvez não seja conhecido dos mais novos, mesmo se eu revelar o pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta. Este cronista escreveu o Samba do Crioulo Doido, supondo um ignorante escrevendo um samba enredo sobre a história do Brasil. A letra da música é uma bagunça e, mesmo quem não ouviu falar do autor, talvez tenha ouvido falar de Samba do Crioulo Doido como uma analogia a um raciocínio tortuoso.<br />
Apresentações com PowerPoint parecem muito com o referido samba. O crioulo do Stanislaw era doido e isto explica, já no título da canção, a bagunça. Como quem prepara arquivos de PowerPoint é aparentemente são, precisamos encontrar outros motivos para ser cabível a comparação do resultado. Baseio-me em um arquivo anônimo que recebi pela Internet.<br />
O tema é reduzir o consumo de água engarrafada. Precisei estudar muito o conteúdo, porque se trata de um Samba do Crioulo Doido. Cheguei à conclusão que há três motivos para se reduzir o consumo de água engarrafada e todos sugerem que este consumo faz mal às pessoas:</p>
<ol>
<li>Água engarrafada é cara</li>
<li>O meio ambiente é prejudicado</li>
<li>É possível que cause câncer</li>
</ol>
<p>Pois o samba está distribuído assim:</p>
<ol>
<li>Água engarrafada é cara – slides 4, 5,      12, 13 e 14.</li>
<li>O meio ambiente é prejudicado – slides 6,      7, 8, 9, 10, 14, 15 16, 17 e 20.</li>
<li>É possível que cause câncer – slides 5,      14, 18 e 19</li>
</ol>
<p>Toma-se o assunto, abandona-se o assunto e se retorna a ele. No slide 5 foi afirmado que água engarrafada pode causar câncer. Quem estiver prestando atenção, ficará curioso, pois o assunto é abandonado e se reaparece no slide 14. Desperdiçou-se a curiosidade de quem assistia à apresentação.<br />
Vou explicar a doidice do executivo com um único diagnóstico: pensar por slides.<br />
O PowerPoint tem um mérito enorme sobre o flash: não só os slides podem mudar de ordem como novos podem ser inseridos e outros podem ser eliminados. Em outras palavras, é fácil editar e aí mora o perigo. Já que é fácil, se descuida e a lógica fica sacrificada. Quem consegue prestar atenção em algo que muda de assunto e volta aleatoriamente?<br />
O fato é que pensar por slides quase que proíbe que se utilize técnicas de narrativa, que se contem uma história.  Sem o uso do PowerPoint, eu diria que você não deve consumir água engarrafada porque:</p>
<ol>
<li>Este consumo pode causar câncer. O calor      pode liberar produtos químicos da garrafa para a água. Como você não sabe      em que temperatura a garrafa foi transportada, pode ser que você venha a      ter câncer.</li>
<li>O meio ambiente paga pela água      engarrafada que você consome. Só nos Estados Unidos vão para a atmosfera      2.500.000 toneladas de dióxido de carbono, devido à fabricação das      garrafas plásticas. Lá mesmo são jogadas 24 bilhões de garrafas no lixo.</li>
<li>É muito caro: um americano gasta, em      média US$ 400,00 por ano com água engarrafada.</li>
</ol>
<p>Com o PowerPoint ficou quase impossível saber porque não consumir água engarrafada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Augusto Pinto</em></strong></p>
<p>Bem quem entende de PPT é o Fran, ou melhor, antes que ele me jogue um caminhão de melancias, entende de apresentações bem elaboradas, com boa narrativa e boa qualidade de conteúdo visual. Então eu vou puxar o tema para minha zona de conforto, que é a comunicação corporativa, em particular as conversas pessoa a pessoa, em reuniões de alto escalão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando alguém é convidado para um papo com o presidente do conselho, com o CEO, ou com o C-Qualquercoisa, logo se prepara para uma conversa elaborada, ponteada por citações inteligentes, conceitos sugeridos de forma indireta, ou seja, uma conversação que, otimisticamente, será cheia de voltas, firulas e meneios. Algo que faria o Stanislaw se orgulhar de sua criação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Porém, o que muitas vezes ignoramos, é que o C-level só chegou lá graças à sua objetividade e espírito prático. Via de regra são pessoas simples, com hábitos simples, de bem com a vida e que curtem tentar sempre transformar seu dia a dia tenso em algo divertido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ontem almocei com um executivo, com MBA em Harvard e doutorado em Duke, que nos últimos dez anos montou e vendeu vários negócios, tendo abocanhado ao longo da década algo em torno de uns R$ 200 milhões! Fui preparado para uma conversa sofisticada e densa. Para minha surpresa, da salada ao cafezinho o papo foi leve, ponteado de brincadeiras e piadas. Falamos de futebol, da Dilma, da internet e até de seus negócios. Enquanto eu esperava o manobrista trazer meu carro, o executivo embarcou num taxi velho, sem ar condicionado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Se deixarmos de lado os estereótipos, vamos descobrir que do porteiro ao CEO, somos todos iguais. Ninguém gosta de conversa fiada, nem de formalismo excessivo e muito menos de verborragia. Num almoço de negócios, como numa reunião <em>face to face</em>,  existe um ritual que agrada a todos. Esse ritual recomenda que não nos afobemos em entrar no assunto de nosso interesse, nem sufoquemos nosso interlocutor com uma tonelada de informações, onde provavelmente 999 kilos são <em>bullshit</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um encontro de negócios bem sucedido é o coroamento de uma estratégia baseada na paciência. Lembra muito um primeiro encontro com a garota de seus sonhos. É preciso ter calma. Ouvir bastante, falar dentro do contexto, procurar ser educado, agradável e divertido, até surgir a brecha para encaixar o assunto de seu interesse, desejavelmente colocado pelo nosso interlocutor.</p>
<p>&nbsp;</p>
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	</item>
		<item>
		<title>I want to hold your hand</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Oct 2010 21:14:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Augusto Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[a emoção na comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação coloquial]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação interpessoal]]></category>
		<category><![CDATA[engajamento com a audiência]]></category>

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		<description><![CDATA[Fran Papaterra Li uma entrevista do Paul McCartney na qual ele diz que, no começo dos Beatles, ele e o John Lennon deliberadamente usaram muito a palavra “você”, “you” no caso. Faziam isto porque as fãs sentiriam que a canção era para elas. Não podemos esquecer que, por trás dos Beatles, havia um homem de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=1peso2medidas.wordpress.com&amp;blog=10999124&amp;post=144&amp;subd=1peso2medidas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Fran Papaterra</em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p>Li uma entrevista do Paul McCartney na qual ele diz que, no começo dos Beatles, ele e o John Lennon deliberadamente usaram muito a palavra “você”, “you” no caso. Faziam isto porque as fãs sentiriam que a canção era para elas.</p>
<p>Não podemos esquecer que, por trás dos Beatles, havia um homem de negócios de nome Brian Epstein. Quando este cidadão morreu o negócio Beatles degringolou. Espertos, os Beatles e o Brian Espstein ainda punham a primeira pessoa do singular nas canções para ficar mais íntimo ainda. E, então, tivemos I want to hold your hand, From me to you, She loves you, PS I love you, I wanna be your man, If I fell, I call your name, I am happy just to dance with you.</p>
<p><span id="more-144"></span>Eu tenho uma amiga que vestiu luto nos dias subseqüentes ao do casamento do John Lennon. Ela pensava que, sendo o John casado, ele não iria mais declarar a ela “PS I Love you” e nem dizer “I want to hold your hand”. Basta ver as imagens dos shows dos Beatles para verificar que as fãs eram realmente apaixonadas por eles. Sim, estamos falando de paixão.</p>
<p>Temos, então, uma dica de comunicação vinda da música pop: de tratar o receptor da mensagem por você, de buscar intimidade com ele, envolvê-lo emocionalmente.</p>
<p>Dizem os filósofos que depois de Aristóteles não há nada de novo no pensamento humano. Nosso insuperável filósofo grego teve a oportunidade de viver na primeira sociedade a fazer pactos mais complexos, a estabelecer contratos, a implantar a democracia. Já não se tratava mais de convencer alguém na base do porrete, mas de fazer acordos entre concidadãos.</p>
<p>O ser humano evoluiu da fase da gramática, na qual dizia “pedra” e queria dizer “aquela coisa dura que eu posso jogar na sua cabeça se você não concordar comigo”, para a fase da lógica em que foram introduzidos os silogismos (“todo homem mais forte que o outro pode dar uma cacetada e fazer o mais fraco a segui-lo, eu sou mais forte que você, portanto, você tem que concordar comigo”).</p>
<p>Aristóteles sugeriu uma camada a mais na filosofia e, com licença dos pensadores cultos, da comunicação, que vai além da gramática e da lógica. Aristóteles nos apresentou à retórica. Quando os sábios nas praças gregas decidiam o que era melhor para o povo, estavam além da lógica, usavam recursos mais sofisticados como metáforas, parábolas, exemplos, simulações, jogos de cena e muitos outros.</p>
<p>Simplificando, é preciso ser lógico, senão alguém o pega no pulo, mas não adianta ser apenas lógico. Esta é uma condição necessária, mas não suficiente. Para convencer, influenciar, impactar, vender há que se aproximar do destinatário da mensagem, pegá-lo pela mão, chamá-lo de você. Como os Beatles. Como os filósofos gregos.</p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>Augusto Pinto</em></strong></p>
<p>Gente, achei o Fran muito inspirado neste post. Aprendi algumas coisinhas interessantes sobre filosofia. Mas, na minha parte gostaria de retomar o fio da meada do Fran, quando ele diz que os Beatles se comunicavam com um público anônimo através de suas musicas, como se estivesse se comunicando com cada um em particular. O que o Fran sugeriu, mas não disse, é que <strong><em>a chave da boa comunicação, independentemente do tamanho da audiência, é que seja percebida “como se fosse one to one”.</em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p>Como isso é possível? A resposta é: quem comunica precisa criar intimidade com seu público. A intimidade pode ser criada através do texto (esse era o truque dos Beatles nas letras de suas musicas), através das imagens e até mesmo através do olhar.</p>
<p>Em propaganda é comum se utilizar imagens que sugerem que a fonte/emissor está se comunicando diretamente com você. Lembra-se de uma propaganda mega famosa da época da 2<sup>a</sup> grande guerra, onde o exército americano utilizava uma foto do Tio Sam apontando o dedo e dizendo: “I want you”? A mensagem pessoal era fortíssima, objetivando diretamente a cada indivíduo, seja pelo texto, seja pela imagem.</p>
<p>Numa apresentação ao vivo, mais que nunca vale a sugestão de se comunicar com cada indivíduo em particular. As técnicas para isso são simples: girar a cabeça, varrendo a audiência, de tempos em tempos fixar o olhar em alguém e falar como se fosse para ele, se aproximar (quando isso é possível) das pessoas e até mesmo tocá-las. Quem quiser ter uma aula grátis dessas técnicas assista à maestria da comunicação dos inumeráveis “bispos” que conduzem shows religiosos pela TV. Eles são mestres do colóquio, da fala para milhares (milhões no caso da TV), como se estivessem sentados em nossa sala conversando com cada um de nós.</p>
<p>Tudo isso é treinável, mas exige prática. Vide Dilma e Serra. Assistindo aos programas eleitorais e aos debates, fica claro que os marketeiros passaram as instruções sobre a comunicação coloquial. Mas, falta algo, que sobra aos bispos e artistas de palco: a autenticidade. O Serra e a Dilma “sorriem amarelo” e olham para a gente como se estivessem olhando através da gente. Sentimos zero de empatia. No caso da Dilmona, alem da falta de empatia, ela passa também um olhar de arrogância que nosso lado intuitivo decodifica como “estou cagando pra você”.</p>
<p>Talvez isso explique um fenômeno inédito detectado nas últimas pesquisas desta semana. Pela primeira vez na história das pesquisas eleitorais, o numero de indecisos (que sempre diminui progressivamente à medida em que as eleições se aproximam) aumentou!? Por quê? Se o IBOPE perguntasse a alguém que já tinha decidido porque ele “subiu no muro de novo”, o eleitor provavelmente não saberia responder. Minha interpretação é que suas antenas captaram que, as despeito do esforço dos marketeiros, os dois candidatos não estão nem aí pra gente.</p>
<br /> Tagged: <a href='http://1peso2medidas.wordpress.com/tag/a-emocao-na-comunicacao/'>a emoção na comunicação</a>, <a href='http://1peso2medidas.wordpress.com/tag/comunicacao-coloquial/'>comunicação coloquial</a>, <a href='http://1peso2medidas.wordpress.com/tag/comunicacao-interpessoal/'>comunicação interpessoal</a>, <a href='http://1peso2medidas.wordpress.com/tag/engajamento-com-a-audiencia/'>engajamento com a audiência</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/1peso2medidas.wordpress.com/144/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/1peso2medidas.wordpress.com/144/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/1peso2medidas.wordpress.com/144/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/1peso2medidas.wordpress.com/144/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/1peso2medidas.wordpress.com/144/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/1peso2medidas.wordpress.com/144/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/1peso2medidas.wordpress.com/144/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/1peso2medidas.wordpress.com/144/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/1peso2medidas.wordpress.com/144/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/1peso2medidas.wordpress.com/144/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/1peso2medidas.wordpress.com/144/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/1peso2medidas.wordpress.com/144/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/1peso2medidas.wordpress.com/144/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/1peso2medidas.wordpress.com/144/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=1peso2medidas.wordpress.com&amp;blog=10999124&amp;post=144&amp;subd=1peso2medidas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Contar e relatar</title>
		<link>http://1peso2medidas.wordpress.com/2010/10/20/contar-e-relatar/</link>
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		<pubDate>Wed, 20 Oct 2010 15:39:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Augusto Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[a arte de contar uma história]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação eficaz]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação empresarial]]></category>
		<category><![CDATA[PowerPoint]]></category>
		<category><![CDATA[vendendo ideias]]></category>

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		<description><![CDATA[Augusto Pinto “Quem conta um conto, aumenta um ponto”, como diz o velho ditado. Por trás dessa frase a sabedoria popular: realmente, quando contamos algo botamos nossa imaginação para funcionar, pois um conto para merecer esse nome precisa ser interessante. Quando o sargento pede ao soldado que “relate os fatos”, ele não quer enrolação, apenas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=1peso2medidas.wordpress.com&amp;blog=10999124&amp;post=141&amp;subd=1peso2medidas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Augusto Pinto</em></strong></p>
<p>“Quem conta um conto, aumenta um ponto”, como diz o velho ditado. Por trás dessa frase a sabedoria popular: realmente, quando contamos algo botamos nossa imaginação para funcionar, pois um conto para merecer esse nome precisa ser interessante.</p>
<p>Quando o sargento pede ao soldado que “relate os fatos”, ele não quer enrolação, apenas o que realmente interessa. Já quando um amigo, com uma cervejinha à sua frente, lhe pede para contar uma história, está esperando que você o distraia.</p>
<p>Isso quer dizer que quando contamos algo devemos inventar? NÃO! Mas, quem conta vai um pouco além do simples relato dos fatos, pois coloca alegorias e hipérboles (bonita essa, hein) na sua narrativa, visando torná-la interessante para seu público.</p>
<p><span id="more-141"></span>Nas empresas, existem relatórios, impressos, orais e até em PPT, sempre que se necessita relatar rapidamente os fatos para informar a alguém. Um relatório financeiro anual é um bom exemplo disso.</p>
<p>Mas, também existem apresentações executivas (para a diretoria, para clientes, para parceiros, para acionistas, etc), onde se espera que os fatos sejam contados e não apenas relatados. E por quê isso? Porque muitas vezes é necessário “vender” uma idéia e, nesse caso, apenas relatar fatos é pouco convincente.</p>
<p>No âmbito da mídia espontânea, vender uma pauta para um jornalista é um exercício de encantamento. Se o headline não proporciona um bom “gancho” para estimular a imaginação e se ao explicá-lo através de um bom brief o assessor de imprensa não atrair a atenção do jornalista, pode desistir que não acontecerá uma grande matéria.</p>
<p>Pela primeira vez desde que eu e o Fran iniciamos nosso blog, não vou me estender no tema. Apenas “ergui a bola para o Fran chutar”, já que o dono dessa história é ele.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Fran Papaterra</em></strong></p>
<p>Há dez anos trabalho ajudando pessoas e empresas em apresentações. Já fui muito elogiado, pouco criticado, mas nunca fiquei satisfeito. Havia algum ‘pulo de gato’ que passava batido. Tenho anos de vida suficientes para saber que o oculto se torna óbvio quando revelado. Recentemente, muito recentemente, encontrei a explicação. Obviamente, era óbvio. Mas, como estava oculto&#8230;.</p>
<p>Para contextualizar, cito coisas que eu já sabia:</p>
<ul>
<li>O PowerPoint é hegemônico. Falou em apresentação fala-se em PowerPoint. A coisa chegou a um ponto em que, quando se diz “estou preparando uma apresentação”, em geral se quer dizer “estou preparando um arquivo de PowerPoint”, esquecendo-se que, antes de entrar no ppt, deve-se cuidar do roteiro da apresentação e, depois, ensaiar o apresentador.</li>
<li>Delega-se, dentro das organizações, a preparação do PowerPoint. Quanto mais alto o nível hierárquico de apresentador, mais distante ele estará desta tarefa. Em outras palavras, quanto mais importante a apresentação, mais escalões haverá entre quem preparara a apresentação e quem a desempenha.</li>
<li>Como se confunde apresentação com PowerPoint, de certa forma, delega-se “a preparação da apresentação” (as aspas são para reforçar que se esquece que apresentação é um assunto, um local, um apresentador, várias circunstâncias, um público e, talvez, um arquivo de PowerPoint para facilitar a comunicação). Em geral, aos 48 do segundo tempo o apresentador vai ver a “apresentação” (ainda com aspas, porque é neste momento que ele vê o arquivo de PowerPoint). Em geral, o apresentador fará críticas, o preparador de ppt, fará o que for possível e seja o que Deus quiser (se é que Deus existe e, se existe, se é que Ele atende a humanos que fazem esta bobagem).</li>
</ul>
<p>O que eu não sabia estava oculto até ser revelado e, imediatamente, se tornou óbvio. Eu não sabia, ou melhor, não tinha dado a devida atenção, é que o mesmo software, o PowerPoint, prepara relatórios e apresentações. Isto tem tudo a ver com o que Augusto chamou de erguer a bola para eu chutar. Relatórios relatam. Apresentações contam.</p>
<p>Relatórios são para serem lidos. Cada página, ou slide já que estamos tratando do PowerPoint, pode conter muita informação porque o olho do leitor seleciona o que interessa e prioriza a leitura. Projetar na tela um relatório para apoiar uma apresentação coloca o apresentador na situação ter que obter a atenção do público em competição com o oceano de informações que há na tela. Muito provavelmente o apresentador estará falando de um detalhe do que está na tela e o público estará prestando atenção em outro. Como o que é falado entra pelo ouvido e o que é lido entra pelo olho, mas as duas informações são processadas por um único cérebro, o resultado é o não entendimento. Ninguém presta atenção no que não entende. Mas, isto não é o único problema.</p>
<p>Relatórios são chatos porque não comportam narrativa. São vários gráficos, várias tabelas, algumas citações entre aspas, etc. Pouca coisa une uma informação à outra. Assim, resta ao apresentador um texto que é parecido com “bom, este slide é para eu explicar que&#8230;.”. No próximo slide a introdução é a mesma, no seguinte também e assim por diante. Esta música sempre repetida dá um sono incontrolável. Narrativa conta com elementos como suspense, empatia, humor, charme, surpresa, beleza. Narrativas permitem mudanças de tom de voz, pausa na verbalização de sílabas das palavras, gestos e outros movimentos corporais. São as chamadas figuras de retórica. Isto afasta o sono.</p>
<p>Se for para dar uma regra geral, coisa que não gosto, mas às vezes vale a pena, eu diria que em apresentações regulares, tipo discussão do balanço mensal ou reuniões de conselho, a utilização de relatórios não compromete muito. Mas, quando o assunto e o apresentador são desconhecidos do público, há que se envolver o público emocionalmente no assunto e é fundamental que o público fique atento o tempo todo, conte um conto. Ele pode ou não ser apoiado por um arquivo de PowerPoint, mas deve ter o formato de conto.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Comunicando para surdos</title>
		<link>http://1peso2medidas.wordpress.com/2010/09/29/comunicando-para-surdos/</link>
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		<pubDate>Wed, 29 Sep 2010 18:13:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Augusto Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[comunicando coisas difíceis de entender]]></category>
		<category><![CDATA[corrida presidencial]]></category>
		<category><![CDATA[evangelização de mercado]]></category>
		<category><![CDATA[resistência à mudanças]]></category>

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		<description><![CDATA[Augusto Pinto Imagine-se à frente de uma platéia de surdos para comunicar uma mensagem complicada. Pra tornar ainda mais difícil, imagine que você não tem disponíveis um projetor e os confortáveis PPT’s. Difícil, hein? De certa forma é isso que está acontecendo nesse exato momento no Brasil. A mídia, em massa, nas última semanas caiu [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=1peso2medidas.wordpress.com&amp;blog=10999124&amp;post=138&amp;subd=1peso2medidas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Augusto Pinto</em></strong></p>
<p>Imagine-se à frente de uma platéia de surdos para comunicar uma mensagem complicada. Pra tornar ainda mais difícil, imagine que você não tem disponíveis um projetor e os confortáveis PPT’s. Difícil, hein?</p>
<p>De certa forma é isso que está acontecendo nesse exato momento no Brasil. A mídia, em massa, nas última semanas caiu de pau sobre a Dilma e seu ventríloquo (o Lula), com base nos escândalos, quase diários, e no medo do controle da mídia (uma situação parecida com a da Venezuela, ou da Argentina) pelo próximo presidente. As últimas três ou quatro capas da  Veja foram sobre corrupção no governo federal, o Estadão em editorial declarou sua preferência pelo Serra (e explicou claramente porque), a Folha que sempre teve um pezinho mais à esquerda tem batido direto e nada disso tem influenciado os eleitores. A mídia está literalmente tentando se comunicar com um público de surdos (seja por ideologia, seja por interesse, ou por simples ignorância).</p>
<p>O mesmo tipo de problema as empresas encontram em sua comunicação corporativa, sempre que precisam vender uma ideia nova, ou antipática, que mexa com interesses arraigados, ou que simplesmente seja difícil de explicar (quebra de paradigmas). O público corporativo, colaboradores e clientes, nessas circunstâncias se comporta exatamente como o eleitorado do Lula (e Dilma, por tabela): não ouve, ou não quer ouvir. O que fazer a respeito?</p>
<p>A fórmula é muito simples, a mesma que se tivesse sido seguida pela oposição teria evitado o possível constrangimento de uma derrota no primeiro turno: fale a linguagem de seu público, desça até ele. Evangelização é um exercício de humildade. Vocês já devem ter lido, ou pelo menos certamente ouvido, as parábolas de Cristo, criadas para converter o povo ignorante da época. Cristo falava e explicava suas ideias por analogias. As parábolas nada mais eram do que fábulas para “vender” ideias inusitadas, como por exemplo o “ama ao próximo como a ti mesmo”, para povos que acreditavam e praticavam o “olho por olho, dente por dente”.</p>
<p>As tarefas de evangelização no mundo corporativo são muito mais fáceis do que foi para Jesus vender suas ideias de igualdade e fraternidade para o povo da Galiléia. Apesar disso, as falhas são contínuas e constantes. Qual a razão? A mesma que levou o PSDB a tomar uma sova do PT e aliados: arrogância.</p>
<p>Explicar novos conceitos, ou conceitos que não interessam, é um exercício de humildade, que implica em descer até o nível de compreensão do público e explicar as coisas na sua linguagem. Isso para um CEO é tão tedioso quanto para o Serra explicar porque as privatizações são positivas para o povo. Coloque-se na pele de um funcionário público, ou um sindicalista, a ingrata tarefa que o Serra teria pela frente.</p>
<p>Evangelização é uma tarefa árdua, que requer mais do que didática, paciência e persistência. É mais fácil se omitir, ou simplesmente passar a versão técnica, com casca e tudo, para mais tarde culpar o público, que não entendeu a mensagem porque é burro.</p>
<p>Se você é o CEO de uma empresa e tem que explicar porque os bônus de final de ano não serão pagos, pode acreditar que vai precisar muito mais do que fatos. Explicar que as metas não foram batidas, que a empresa deu prejuízo, que o concorrente foi melhor, são argumentos que não sensibilizam àqueles que vão ter que abrir mão de seus sonhos de Natal. Principalmente, quando eles olham para cima e vêem que a realidade de sócios e <em>c-level</em> não foi afetada com pelos mesmos problemas. Ou seja, acresça aí uma outra palavrinha mágica: coerência.</p>
<p><strong><em>Fran Papaterra</em></strong></p>
<p>Há uma famosa história na qual um assessor de marketing de Bill Clinton explica àquele que era um dos homens mais poderoso do planeta o que leva o eleitorado a eleger alguém. A frase era esta, ou parecida com esta: <em>it’s the economy, stupid”. É a eco</em>nomia, idiota.</p>
<p>Não nos iludamos, o ser humano não vale nada. Se a vida dele melhorou, ele vai votar em quem ele identificar, corretamente ou não, que é o político responsável por esta melhora. O que importa é a vidinha dele. Se o cara rouba, se a turma dele se apega a cargos públicos para deles tirar vantagens pessoais, pouco importa. A vida deles melhorou.</p>
<p>Lula sabe que a economia elege e não é idiota. Associou a Dilma a ele e o eleitor quer que a coisa siga como estava. É a metáfora do “em time que está ganhando não se mexe”. Por isto, José Serra hesitou em atacar Lula. O time estava ganhando.</p>
<p>O que aconteceu foi que Lula tinha uma mensagem única e simples: Dilma é a continuidade. Serra, por sua vez, ficou com muitas mensagens que é muito parecido com não ficar com nenhuma. Já a Marina&#8230;.</p>
<p>Marina tinha a mensagem do verde, da ecologia, do planeta limpo. Atingiu um determinado patamar de intenção de votos. Quando a continuidade do Lula soou para alguns ouvidos (os menos surdos da metáfora do Augusto) como a continuidade da corrupção, da impunidade, esta população ficou órfã e passou a querer mudança. Olhou para o Serra e viu Eduardo Azeredo envolvido no “mensalão” a ponto de ser o criador do Marcos Valério, viu compra de votos para reeleger FHC, viu dinheiros esquisitos nas privatizações e encontrou na Marina uma segunda mensagem: a ética. O resultado é que a Erenice faz Dilma cair, Serra ficar onde estava e Marina crescer.</p>
<p>O que eu quero chamar atenção com os parágrafos acima é da importância da simplicidade na comunicação. Ninguém consegue processar muita informação, principalmente se ela for complexa. Quebra de sigilo fiscal é complicado para o eleitorado da Dilma. Corrupção, nepotismo, cara de pau é simples.</p>
<p>Parece óbvio, mas seria se todos observassem a máxima a seguir: ninguém aceita aquilo que não entende. Pelo contrário: por mais benefício que possa trazer, se não houver entendimento, há rejeição.</p>
<br /> Tagged: <a href='http://1peso2medidas.wordpress.com/tag/comunicacao-corporativa/'>comunicação corporativa</a>, <a href='http://1peso2medidas.wordpress.com/tag/comunicando-coisas-dificeis-de-entender/'>comunicando coisas difíceis de entender</a>, <a href='http://1peso2medidas.wordpress.com/tag/corrida-presidencial/'>corrida presidencial</a>, <a href='http://1peso2medidas.wordpress.com/tag/evangelizacao-de-mercado/'>evangelização de mercado</a>, <a href='http://1peso2medidas.wordpress.com/tag/resistencia-a-mudancas/'>resistência à mudanças</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/1peso2medidas.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/1peso2medidas.wordpress.com/138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/1peso2medidas.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/1peso2medidas.wordpress.com/138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/1peso2medidas.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/1peso2medidas.wordpress.com/138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/1peso2medidas.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/1peso2medidas.wordpress.com/138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/1peso2medidas.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/1peso2medidas.wordpress.com/138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/1peso2medidas.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/1peso2medidas.wordpress.com/138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/1peso2medidas.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/1peso2medidas.wordpress.com/138/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=1peso2medidas.wordpress.com&amp;blog=10999124&amp;post=138&amp;subd=1peso2medidas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Não mate o mensageiro</title>
		<link>http://1peso2medidas.wordpress.com/2010/09/13/nao-mate-o-mensageiro/</link>
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		<pubDate>Mon, 13 Sep 2010 21:54:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Augusto Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação interpessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Conn Iggulden]]></category>
		<category><![CDATA[dando más notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Gengis Khan]]></category>
		<category><![CDATA[matem o mensageiro]]></category>
		<category><![CDATA[O Conquistador]]></category>

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		<description><![CDATA[Augusto Pinto Eu estou terminando de ler (de um só fôlego), a trilogia da série “O Conquistador”, de Conn Iggulden. Se estiver curioso faça o download do 3o. livro da série e o melhor deles. A série narra a saga da vida de Genghis Khan, um conquistador implacável. Gengis, valorizava muito os mensageiros, que às [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=1peso2medidas.wordpress.com&amp;blog=10999124&amp;post=133&amp;subd=1peso2medidas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Augusto Pinto</em></strong></p>
<p><a href="http://1peso2medidas.files.wordpress.com/2010/09/fired1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-135" title="fired" src="http://1peso2medidas.files.wordpress.com/2010/09/fired1.jpg?w=300&#038;h=198" alt="" width="300" height="198" /></a>Eu estou terminando de ler (de um só fôlego), a trilogia da série “O Conquistador”, de Conn Iggulden. Se estiver curioso faça o <a href="http://rapiddigger.com/o-conquistador-conn-iggulden-vol-3-download-livro/">download do 3</a><sup><a href="http://rapiddigger.com/o-conquistador-conn-iggulden-vol-3-download-livro/">o</a></sup><a href="http://rapiddigger.com/o-conquistador-conn-iggulden-vol-3-download-livro/">. livro da série </a>e o melhor deles. A série narra a saga da vida de Genghis Khan, um conquistador implacável. Gengis, valorizava muito os mensageiros, que às vezes tinham que atravessar o deserto para dar uma mensagem que cabia numa simples frase. Mesmo assim, quando a mensagem era muito ruim, ou quando ela não poderia ser espalhada, Gengis não titubeava em matar o mensageiro na hora.</p>
<p>Não sei se vem daí a história, mas ficou a tradição segundo a qual os arautos das más mensagens merecem a “morte”. Por isso, no mundo corporativo um dos tipos de comunicação que mais assusta ao executivo é aquela que o encarrega de dar uma má notícia. Pode ser a demissão, uma má avaliação anual, explicar porque o cara foi preterido numa promoção, porque seu departamento não vai fazer os objetivos do ano, porque a empresa está perdendo dinheiro, etc, etc, etc, o que não falta no mundo corporativo são as más notícias. As más notícias podem ser passadas para um funcionário, ou para seu superior, em qualquer dos casos é uma autêntica “saia justa”.</p>
<p><span id="more-133"></span>Eu fui executivo de grandes empresas por décadas. Hoje, como empresário, continuo exercendo uma função executiva. Durante todo esse tempo fui portador de muitas boas notícias (thanks God), mas sem dúvida comuniquei muita coisa que azedou o fígado de muita gente. Mesmo assim, me orgulho de estar chegando próximo ao fim de minha carreira sem nunca ter ganho um desafeto, em função de uma má notícia dada. Muita gente que eu, infelizmente, tive que demitir, ainda me manda cartões de Natal, apesar de não nos vermos há décadas. Isso é algo de que me orgulho: ter sido um bom mensageiro. Na verdade, das centenas de más notícias que dei, só uma me gerou problemas, não diria um inimigo, mas alguém que jamais aceitou meu julgamento. Vou contar essa história também.</p>
<p>A pergunta que vocês devem estar fazendo é: <strong><em>será que tem alguma fórmula mágica para tornar light uma má notícia? </em></strong>Sorry, mas a resposta é NÃO. Não existe maneira de dourar pílulas muito amargas, mas existem sim maneiras para preservar o mensageiro, maneiras de não misturar a mensagem com o portador. Na verdade, a fórmula é bastante simples: <strong><em>seja objetivo, sincero e transparente.</em></strong></p>
<p>Se alguém vai ser “enforcado”, não venha com papo que vai escolher uma corda bem macia, pois isso só vai gerar mais revolta. Nos momentos difíceis, todos nós queremos alguém forte ao nosso lado e, surpresa, esse alguém pode ser o próprio mensageiro! Explicar porque alguém não foi promovido e, concomitantemente, dar dicas e sugestões para que essa promoção venha logo é algo que valoriza, quase atenua, a má notícia. Da mesma forma, extrair lições valiosas de uma perda de emprego é algo que sempre interessa ao demitido. E por aí vai, acho que vocês já pegaram o espírito da coisa. Ou seja, sempre há um ângulo positivo, uma experiência a ser aproveitada, em qualquer situação, por pior que ela seja. Ajude o recebedor da má notícia a achar esse ângulo.</p>
<p>Para fechar, gostaria de contar meu único caso de insucesso, de mal estar mesmo, ao dar uma má notícia. Eu era VP para a America Latina de uma multinacional. O cara que me abrira as portas para essa oportunidade era meu country manager encarregado das operações no Brasil. Ele me abriu as portas da empresa e depois eu me tornei seu chefe. Isso deu a essa pessoa a falsa impressão de que me controlava, o que o levou a assumir posições de alto risco, sempre contrariando minhas orientações. A partir de um certo ponto, as decisões inadequadas de meu gerente começaram a colocar em risco a minha própria sobrevivência na empresa. Chamei o cara várias vezes e expliquei que se ele não se alinhasse comigo, cedo ou tarde eu teria que demiti-lo. Ele não acreditou e, para nossa infelicidade mutua, eu tive que demiti-lo. Desta vez eu consegui perder um amigo.</p>
<p>O que esta última historinha tem a ver com comunicação? Tudo. Na verdade, eu me descuidei da comunicação gradativa da má notícia (a vovó subiu no telhado), eu não me preparei bem para que meu amigo entendesse que numa rota de colisão entre um fusca e um caminhão, sempre sobra para o fusca. Não o fiz por preguiça mental. E por não me comunicar bem eu perdi um amigo. Moral da história: se você tem uma má notícia para dar, prepare-se e embase bem sua argumentação, caso contrario o fusca pode ser você.</p>
<p><strong><em>Fran Papaterra</em></strong></p>
<p>Faço uma distinção entre os tipos más notícias possíveis. Há situações em que a mensagem é decidida, elaborada e entregue pela mesma pessoa. É o caso do Augusto que decidiu e comunicou a decisão de demitir o amigo ao, ato contínuo, ex-amigo. Nas histórias de Gengis Khan há uma diferença: ele elaborava a mensagem e o mensageiro, outra pessoa, portava e entregava o texto. Fazia isto por razoes práticas. Gengis Khan não devia abandonar a batalha para levar uma mensagem e, por isto, delegava esta função.</p>
<p>Hoje em dia a batalha é de outra natureza. Trocamos, felizmente, inimigos por concorrentes e nossas armas são mais sutis e menos letais. Além disto, também felizmente, dispomos de ferramentas de comunicação mais eficazes do que bilhetes portados por mensageiros. Neste novo mundo, proponho uma regra: más notícias devem ser dadas pelo próprio emissor da mensagem. Nada de intermediários.</p>
<p>Augusto comenta a relação hierárquica em uma empresa e eu vou adicionar a relação fornecedor / cliente. Minha empresa tem uma característica que permite uma visibilidade interessante para esta questão. Refiro-me ao fato de, todo santo mês, termos que vender pelo menos quinze trabalhos novos, muitas vezes para clientes novos. É a metáfora de matar um leão por dia.</p>
<p>Esta condição nos coloca à mercê dos clientes. Há de tudo. A maioria é atenciosa, disponível, mas o foco deste post vai para a minoria que faz da indisponibilidade uma arma. Se esta arma não é igual às que matavam mensageiros no passado, a crueldade é semelhante.</p>
<p>Cito um caso recente. O sujeito me chamou, eu fui ao escritório dele, ele, aparentemente, adorou e pediu um orçamento. Forneci no ato, verbalmente. Ele pediu para formalizar por email. Desde lá, fiquei quase um mês sem reposta a meus emails e telefonemas.</p>
<p>A penúltima ligação tem aquela pitada de trágica que caracteriza as relações mal resolvidas. A secretária perguntou quem queria falar para depois dizer que o cidadão não estava. Engoli seco. Dias depois liguei e ela perguntou quem queria falar. Eu disse que eu havia perguntado se ele estava primeiro e que, por isto, ela devia responder à minha pergunta e depois eu responderia a dela.</p>
<p>Acabei falando com o homem difícil. Ele foi mil desculpas, que andava ocupado, que tinha não sei quantos emails não respondidos, que a vida é uma loucura e que, pasme, eu estava contratado.</p>
<p>Este caso termina com um final feliz, se é que será feliz minha relação com aquela empresa, tendo em vista o histórico. Mas, pense em quantos casos o não retorno de um email ou uma ligação é uma forma covarde de dizer não. Ao invés de dizer que achou sua proposta fraca, ou cara, ou ambas, seu prospectado não lhe atende.  Como há casos em que não atender não significa que ele não queira seus serviços, você fica ligando e escrevendo em vão para diversas pessoas incapazes de dar más notícias.</p>
<p>O tempo de Gengis Khan está enterrado, Não se matam mais mensageiros de más notícias. Mesmo assim, pessoas têm dificuldade de dar más notícias. Têm dificuldade de elogiar também, mas este é outro assunto.</p>
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